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Professora que elogiou garota que deu ovada em Bolsonaro é agredida por aluno menor de idade em sala de aula

Postado Dia agosto 22nd, 2017

Professora que elogiou garota que deu ovada em Bolsonaro é agredida por aluno menor de idade em sala de aula

Marcia Friggi, de Indaial (SC), havia pedido que estudante se retirasse de sala.

A professora que agora se diz dilacerada após sofrer violência física e verbal de um aluno menor de idade,  chegou a elogiar em sua rede social  a garota Gabrielle Van Pelt, a mesma que deu ovada em Jair Messias Bolsonaro durante uma entrevista que o deputado dava.

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Vale ressaltar que Bolsonaro defende que professores sejam respeitados. O parlamentar defende a ordem, a disciplina e hierarquia em sala de aula. O mais curioso é que em nota, a “professora” repudiou o apoio que recebeu de admiradores e eleitores de Bolsonaro.

Em postagem nas mídias sociais, a professora exalta figuras como Lula, Dilma, Karl Marx e Paulo Freire. Este último, equivocadamente “patrono” da Educação no Brasil, defende a destruição da família, rompimento do pátrio poder, defende a transformação do aluno em um revolucionário, defende o afastamento de valores cristãos e a quebra da hierarquia entre aluno e professor em sala de aula. Ou seja, a “tia” Márcia Friggi “defende” que tragédias, como a que ela mesma foi vítima, se repitam.

Bolsonaro também defende a redução da maioridade penal para 16 anos e defende que menores que cometem crimes, sejam punidos como criminosos e não como menores infratores, a mesma professora também apoiou ovadas contra João Dória Prefeito de São Paulo.

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Como se fosse um carma quase que instantâneo dias após elogiar a garota que deu ovada em Bolsonaro, a professora que têm ideais de esquerda sofreu violência de um aluno menor de idade, o mesmo perfil de jovem revolucionário e desordeiro defendido pela esquerda. 

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Para boa parte ou  totalidade da esquerda, menores de idade não podem ser punidos por crimes que cometem,  por não terem  “total discernimento de seus atos”. A esquerda é contra a redução da maioridade penal. Tratam estupradores como vítima da sociedade.

Mesmo com os ideais de esquerda ou direita, nada justifica agressões físicas contra uma pessoa, restando a penalidade da lei para o agressor.

Ao contrário da Professora, ninguém irá comemorar as agressões sofridas por ela. Assim como nos solidarizamos e exigimos mudanças no sistema educacional brasileiro e leis penais rígidas contra jovens e adultos criminosos. Chega de “passar a mão” na cabeça de marginal!

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Segue abaixo a mensagem postada pela professora sobre o fato ocorrido com ela.

DILACERADA
Estou dilacerada. Aconteceu assim:
Ele estava com o livro sobre as pernas e eu pedi:
– Coloque seu livro sobre a mesa, por favor.
– Eu coloco o livro onde eu bem quiser.
– As coisas não são assim. 
– Ahhh, vai se foder.
– Retire-se por favor.
Ele levantou para sair, mas no caminho jogou o livro na minha cabeça. Não me feriu, mas poderia. Na direção eu contei o que tinha acontecido. Ele retrucou que menti e eu tentei dizer:
– Como, menti? A sala toda viu… Não deu tempo para mais nada. Ele, um menino forte de 15 anos, começou a me agredir. Foi muito rápido, não tive tempo ou possibilidade de defesa. O último soco me jogou na parede.
Estou dilacerada por ter sido agredida fisicamente. Estou dilacera por saber que não sou a única, talvez não seja a última. Estou dilacera por já ter sofrido agressão verbal, por ver meus colegas sofrerem. Estou dilacera porque dilacera porque me sinto em desamparo, como estão desamparados todos os professores brasileiros. Estamos, há anos l, sendo colocados em condição de desamparo pelos governos. A sociedade nos desamparou. A vida… 
Lembrei dos professores do Paraná que foram massacrados pela polícia, não teve como não lembrar.
Estou dilacerada pelos meus bons alunos, que são muitos e não merecem nossa ausência.
Estou dilacerada, mas eu me recupero e vou dedicar a minha vida para que NENHUM PROFESSOR BRASILEIRA passe por isso
NUNCA MAIS. (Não sei se cometi erro ao escrever, perdoem. ). 

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