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Acusado de meter a mão em dinheiro público, Neodi Carlos pode ficar fora das eleições

Postado Dia janeiro 2nd, 2018

Acusado de meter a mão em dinheiro público, Neodi Carlos pode ficar fora das eleições

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O ex-prefeito de Machadinho do Oeste e ex-presidente da Assembleia Legislativa, Neodi Carlos (PSDC), torce para que os recursos jurídicos interpostos por seus advogados sejam suficientemente fortes para retardar a condenação judicial em segunda instância que pode tirá-lo da disputa eleitoral deste ano.

Apesar de já condenado pela participação no esquema que resultou no desvio de mais de R$ 11 milhões na Assembleia Legislativa através do esquema da folha paralela, onde deputados usavam nomes de laranjas para sacar dinheiro de salário, Neodi afirma que será candidato a vice-governador.

Neodi tem alardeado pela região que teria recebido convites dos senadores Ivo Cassol (PP-RO) e Acir Gurgacz (PDT-RO). O ex-presidente da Assembleia tem dito que está fazendo suas pesquisas para saber qual dos dois tem mais chances de vencer, para escolher de que lado vai ficar.

O ex-deputado tem confidenciado que, se escolher bem e conseguir se eleger, poderá ficar longe das grades do presídio Aruana, em Porto Velho, onde ficam condenados por estupro e políticos.

Em outros momentos, Neodi fala que não será candidato a nada. Adversários explicam que ele diz isso porque sabe que logo poderá ser publicada outra decisão judicial, em segunda instância, enviando-o para uma cela.

No caso da folha paralela, o Ministério Público demonstrou que “O requerido Neodi Carlos Francisco de Oliveira juntamente com o Carlão de Oliveira, manteve em sua folha paralela dez pessoas envolvidas, em nome de quem foram emitidos 53 cheques – salários, dentre estes 38 foram identificados a partir de cópias dos recibos, resultando no valor de desvio ao erário de R$ 263.104,72, no período de junho/2004 a abril/2005, tendo sido constatado por meio de laudo n. 388/2005 e depoimentos das pessoas envolvidas”.

Em outra situação, o site G1 divulgou detalhes da “Operação Overbooking”, desencadeada pelo MP em 13 de julho de 2017, para investigar fraude em pagamento da Assembleia Legislativa para frete aéreo.

O G1 citou o seguinte:
‘Segundo o procurador-geral de Justiça Ayrton Pedro Marin Filho, o esquema fraudulento movimentou, em cinco anos, mais de R$ 3 milhões.
“São voos que foram pagos, com autorização da presidência do Legislativo estadual, e que nunca saíram do chão”, explicou o procurador.
Ainda segundo o procurador, as investigações tiveram início quando o MP-RO verificou conflito de horários e datas entre voos e sessões plenárias.
“Certo deputado constava como se estivesse viajando, mas, na mesma data e horário, estava em sessão na Assembleia Legislativa”, explicou Ayrton Marin.’
Procurado pelo G1, Neodi Carlos disse que os voos que constam como não realizados são os que as aeronaves pousaram em aeroportos não homologados, como uma pista em Machadinho do Oeste. O ex-deputado e ex-prefeito fala que não pagou por voos não autorizados.
Aparentemente e a conversa de Neodi não colou junto ao G1, que voltou a ouvir Ayrton Marin. “Não me refiro a pistas não homologadas, estou falando de voos pagos que nunca aconteceram”, detalhou o procurador-geral de Justiça.
Aparentemente o procurador apanhou Neodi “de calça curta”, como diz o ditado. Mas isso já aconteceu com Neodi antes. Quando era presidente da Assembleia, o ex-prefeito de Machadinho dizia que devolvia dinheiro do Poder Legislativo ao governo Ivo Cassol.
Ele fazia uma tremenda propaganda disso, até que os opositores começaram a desconfiar, perguntando em que conta Neodi tinha depositado os valores, e onde estava a cópia do comprovante de depósito.
Neodi começou a desconversar e, é claro, os opositores passaram a dizer que o dinheiro tinha “desaparecido”. Foi a primeira vez que Neodi foi apanhado em público de calça curta, já que nunca tinha devolvido dinheiro algum.
Mais tarde, Ivo Cassol explicou que Neodi não devolveu nada. “Eu simplesmente não repassei o dinheiro porque a Assembleia não precisava”, disse Cassol na ocasião.

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